Tal como a lua, as fases do empreender

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  • Quer seja numa nova atividade laboral, artística, esportiva ou mesmo empreender, existem fases a percorrer, quando mapeamos todo o processo.
  • A reflexão não pretende abordar fases estanques, presas em reservatórios de grossas paredes. De nenhuma maneira, tá?
  • A reflexão pretende abordar, só para efeitos de entendimento, as fases a percorrer para que o caminho esteja, na maior parte do tempo, na esfera do consciente.

Conhece o ditado : faz de qualquer jeito mas faz?

Pois é, não é desta frase que vamos tratar aqui.

  • Tal qual a Lua, tudo está em movimento. O fazer, o empreender também.
  • Ao se encaminhar para o final de uma fase, simultaneamente, já está iniciada a próxima.
  • Não há barreiras, não há portões a atravessar entre uma e outra.
  • Tudo é fluido e constante, como já alertado por aquele que muito mais conhece.

Zygmunt Buman

1 – Lua Nova, quando não está visível o que fazer

Nesta fase o que existe é a percepção.

Ainda não se está propriamente consciente das respostas às perguntas fundamentais : o que, para que, para quem, como e quando.

A “luz” que vai clarear o trajeto não apareceu ainda.

Durante a lua nova, nosso satélite natural encontra-se com sua face não iluminada totalmente voltada para Terra, de forma que se torna impossível sua observação.

2- Quarto crescente, dá para ver uma pontinha de luz

Quando a percepção fica mais robusta, é  a fase de iniciar de fato os questionamentos.

Via de regra, são reflexões solitárias, onde tudo ainda está tão nublado que fica até difícil conversar com quem quer que seja.

O embrião do que se pretende fazer fica um pouco mais consistente e, talvez, até se consiga montar algum protótipo, algum ensaio, algum preparo, algum teste.

Destes testes e ensaios serão recolhidas impressões do desempenho alcançado. E muitas, muitas vezes o desempenho será d.e.s.a.s.t.r.o.s.o.

Falhas, fracassos, frustrações têm lugar neste momento e o verbo desistir se insinua de maneira sedutora.

Tal como quarto crescente, a luz aparece mas não é suficiente para iluminar o todo. Será necessário esforço e perseverança, em boa medida, para avançar e continuar o “crescer”.

Albedo (o lado escuro da lua)

3- Lua Cheia: tudo iluminado

Se a decisão foi avançar mesmo, o entendimento do que se quer fica bem mais claro.

Já houve uma boa quantidade de rejeição, de decepção, de tentativas que deram errado e para todas houve a mesma resposta: seguir.

Houve também um entendimento próprio. Conhecimento de reações em situação de adversidade que mostraram capacidades e fragilidades que, talvez, nunca tivessem ocorrido anteriormente.

Houve uma adequação do que se queria fazer e do que é possível fazer, neste momento.

O que se pensou fazer foi bem recebido? A forma, o preço, a maneira com que se dá a entrega e toda uma serie de outras variáveis passaram a integrar um diagnóstico mais maduro.

E como a Lua nova, está tudo mais “iluminado”.

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4- Quarto minguante, muito mais sombras e menos luz

Quando não se entende o processo, ou quando há distração e, consequentemente, pouco empenho, o resultado diminui.

Outras necessidades não são percebidas, outros que fazem melhor por menos, ou mais rápido, ou chegam antes, também não são vistos.

Esta é a fase do encerramento do ciclo, com muitas sombras e pouca luz. Tudo, a persistir a postura, irá que minguando até acabar.  Ou recomeçar de outro modo.

File:Lua em sua fase Minguante.jpg

A lua como mentora

  • Conhecidas as fases do processo, claro está que existirão obstáculos a transpor.
  • Quando se inicia a exposição, quando se iniciam as primeiras incursões no mundo real, se inicia também um teste pessoal.
    • É o momento de constatar o quanto de certeza se tem sobre o que se quer fazer e o quanto se consegue suportar de negativas, até que uma chance de dar certo possa ocorrer.
    • É o momento de constatar o quanto se consegue “lamber as feridas” para que cicatrizem eficazmente.
  • Lembrar também que quando tudo aparentemente está encaixado, cheio de luz é importante olhar em volta, para detetar o mais breve possível, sombras se aproximando que ,ao final e ao cabo, irão minguar os resultados.

Como dizia Macunaíma, herói de nossa gente; preto retinto e filho do medo da noite, dirigindo-se a Capei :  “sua bênção dindinha lua.”

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