Por que falamos do que falamos?

Assim, na primeira passada d’olhos

pode não fazer muito sentido

o que trazemos na comunicação:

esperava “técnica” e recebeu

“humanas”. Já passou por isso?

 

A falta de sentido no primeiro

contato é desestabilizador…

Demanda grande esforço de

reprogramação da cabeça e

disso ninguém gosta

 

O desejado é entender logo e

passar pro parágrafo 5 ou pular

de cabeça na conclusão e ir

comer o misto quente. SQN

A complexidade é bruxa, sabia?

 

O peteleco e o cutucão estão

ali, no pedaço que não se entende,

no trecho que ferve os miolos

e faz os olhos revirarem à direita

e para acima. Micro expressões!

 

Para lembrar: existem aspectos

muitos que não se controla e

com os quais há que topar por aí.

O que se faz com isso é calosidade

de cada um. Maior ou menor

 

Se vez por outra, misturado no

comezinho não houver chacoalhada

“vamocombiná” é show de patinação

no gelo. Todos deslizado lindamente

sempre na s.u.p.e.r.f.í.c.i.e

 

E se não entendeu patavinas do que

leu, se avexe não. Tenha paciência

ou dó do emitente da mensagem:

respirar fundo, contar até 303 ou

apertar o F5 podem ajudar

 

Pode também pressionar o

delete, sair andando de lado,

fazer semblante de natureza

morta e deixar pra depois.

Melhor ainda: pergunta p Google.

Quem não deve não tem

Pode causar espanto:

é comum entender

que poupar, economizar

é o que move os vôos

mais altos

 

Poupar é adiar, é

tratar o sonho aos

golpes de bota

na vã intenção que

a adiante tudo fica bem

 

Economizar é deixar

de aplicar à plena energia

no instante presente

numa promessa comprada

de que tudo vai ficar bem

 

Muitos repetem, exaustivamente

que esta é a fórmula única, absoluta

e perfeita para aumentar as posses

e trazer paz de espírito aos tempos

futuros.

 

Muitos repetem e o que é muito

repetido costuma virar rochedo

precisando de muita água batendo

para furar. Valerá a pena, valerá

o sofrimento agora por sabe-se-lá?

 

O trade-off está sempre posto

à mesa, perto do bacalhau e

do palito. Fazer a pergunta

ao garçom: o que comer? pode

mesmo ser grande risco

Quando acabar de crescer, quem vai ser?

Faz parte das brincadeiras,

devanear…ah o futuro que

divertido; quando há

muito futuro, vale especular

quando há muito tempo.

 

Astronauta, gari,

domadora de leão,

bombeiro, equilibrista,

e a imaginação vai

pintando tudo na mente…

 

Tem gente que sempre

soube e segue à risca de

amarelinha no chão o que

ia ser. Virou dentista ou

banqueteiro cheio de satisfação…

 

Tem gente que nunca soube

ou, talvez, sempre soube que

não sabia… ora advogada ora

designer de joias ou nutricionista;

ai MeuDeus, tem que escolher?!?

 

As vielas foram se abrindo…

o aleatório e a intenção se misturando,

de tal sorte, que acabou por cursar

ciências atuariais. Mundo das

contas, resumos e evoluções. É isto.

 

Fez mestrado em história da ciência

e pós-doc em filologia. Tudo bem,

que assim seja e que à nós não

desampare. Afinal, todos os caminhos

levam a Cesar que deve ficar c seu quinhão.

 

Nem lembra do que pensara ser quando

infante; quando lembra perdeu as certezas

e razões de chegar onde está. Está numa

boa, média, ou suportável e nada

pode fazer o danado do clock voltar

 

Ficamos assim: quites. Respeito e

sossego também ajudam na digestão

do ovo mexido da janta.

Quem sabe não é  apenas um pit-stop,

quem sabe ainda não acabou de crescer?

Fazer bem sem olhar com quem

A excelência do fazer;

O absoluto conhecimento

dos meios, métodos, conceitos

formas, tempos e valores,

O d.o.m.í.n.i.o

 

São notáveis, são referência

para os demais, menos dotados

de têmpera, de pendor, de

insônia e de longos períodos

sem alimento até conseguir

 

empurrar o limite anterior,

a conquista de outrora para

longe e estabelecer outra.

Para além, para muito além

dos pódios anteriores.

 

Destrinchando as dificuldades,

na obsessão  em lapidar,

em refinar, em ter mais repertório,

mais munição para vencer o desafio

visto como um inimigo.

 

Perdidas, por vezes,

a interação, colaboração de

outros que tragam também suas

capacidades, dons, saberes de

outras naturezas. Nada vê!

 

O facho de luz é menos potente

no entanto, identifica mais sombras…

O direcionamento fechado num

foco afiado anula o contexto:

pode fazer bem, sem olhar com quem

 

Encontrar a justa medida

desejo antigo que ainda atordoa

o lugarzinho atrás do nariz…

A realeza da conquista embriaga

pela lindeza que está no espelho

https://www.youtube.com/watch?v=rumvsghcGh4

 

Joga fora no lixo

Cuidados que são bem-vistos

sem muito dizer que não.

É moda, é o costume do

momento. Ambos difíceis

de reversão

 

Questionar a maioria é

tarefa para semideuses.

Deuses não perdem tempo

com querelas aqui de Gaia

é que contavam os antigos

 

Então, é para guardar o que

puder e tratar de ajeitar uma

maneira de usar aquilo.

Usar de outro modo ou fazer

umas piruetas e usar novamente

 

Decidir por jogar fora, “asi no mas”

vai manchar a reputação e isso

é difícil precificar… melhor

guardar em algum canto até

saber o que fazer com a “coisa”

 

Ah pode dar para outra pessoa

mas para quem? e como?

é… possibilidade que dá

trabalho também como

as demais

 

Melhor guardar em algum

canto até saber o que

fazer com a “coisa”. Mas

guardar onde? espaço

é pouco… e dá trabalho

 

Não dá para usar de novo

assim deste jeito…não dá

para usar com outra coisa

assim deste jeito… não dá

para doar sem saber como

 

E não dá para guardar se

não tem espaço… jogar no

lixo também não pode

eita, sinuca de bico danada…

quem sabe, bem escondidinho…