Como recuperar um “impostor”?

 Foram 4 na corrida

2 daqui, 1 do norte outro

do sul. Quatro chances,

4 diferentes para competir

e só ficar 1, o impostor.

Em competências se

pareciam, mas não muito.

Aqui e ali um destaque,

um talento (será?),

um jeito melhor de fazer.

Para os demais, também

não alterava muito; alguns

do time A, outros torcendo

por B, e tb por C e por D.

mas nada manifesto.

Houve o julgamento

pelo board, daquele

que melhor “caberia”

no modelo previsto

e o resultado saiu.

Estava em jogo:

um aumento real

de grana, de benefícios,

de possibilidades de

crescer ainda mais.

Todo mundo querendo

saber…e pronto, escolha feita:

Comunicação realizada,

agradecimentos de praxe,

congratulações, e…e…e…

A nova posição seria

assumida na próxima 5ªf,

num café da manhã .

Grupo grande convidado,

às 8h, no auditório e tudo.

Sabendo da vitória,

soltou um grito, abafado,

mais uma bufada de ar…

e já sentiu um incômodo

que não sabia de onde.

Ideia martelando na

parte inferior do cabelo,

sem dó nem piedade,

sempre a mesma,

sempre o mesmo pensar.

Voltou no dia seguinte

e nada de se sentir

melhor; acenava aos

colegas que sorriam

mas a energia era pequena.

Pensava na 5ªf e o calor se

alternava com um frio esquisito,

êita que não sabia mesmo o

que acontecia, mas… não era

a primeira vez. Nem a segunda…

Olhando no espelho do toilete

fixando mesmo na imagem ali

em frente, repetiu a pergunta

que lhe atravessava a laringe:

“será que dá conta? não creio!”

Quando passou no concurso

foi igual… quase panicou e

aos poucos, foi retornando

a encarar a classificação em

lugar… mas… e agora?

Tentar uma licença?

Pedir demissão?

Ceder a vez para outro?

De fato, como fica?

Sempre se viu como uma fraude.

 

Como superar a sensação de ser uma fraude?

 

 

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