Confiança e seu entendimento

De lei não tratemos

que de matéria legal

nem os que sabem,

estudam e atuam

concordam.

De confiança,

não tratemos, pois

também aqui

há espaço amplo

para interpretar .

De certo e errado

então, esqueçamos,

em definitivo, pois

o que hoje é de um

modo, amanhã? vai saber…

Convicções inabaláveis

são corroídas pelo

simples confronto com a

realidade; mas factualidades

tb podem ser distintas.

Distintas pelo ângulo

de quem vê, processadas

pelos seus códigos de

entendimento, comparação

e credos. Assim é!

Que antolhos protejam

o caminho, para dar alguma

tipo de confiança, já que

o desassossego é o mal

da vez.

Aos poderosos o condão

do gozo de torcer, esgarçar

e mover códigos, posturas,

práticas e instruções. Cesar

já reivindicava perante a Cruz.

Maior do que nações,

para além das fronteiras

que também já não existem,

paira,  sobre todos,

a inequívoca submissão.

Ao passado imutável um

retoque, um rewind,

um dito-pelo-não-dito

sob sigilo e segurança;

o decidido?não foi mais!

Revogue-se, descumpra-se

disponha-se em contrário e

quantas vezes necessário for

para que nem Rosemary

confirme ter tido um bebê.

Que desapareçam assinaturas

pelos próprios signatários.

Renegadas sejam!Que se invertam

sentidos na mesma direção e

que repousem no eterno faz-de-conta.

 

Dura lex sedi lex pero no mucho

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