Desistir. Você também pode

Lá dentro da sua cabeça aparece a possibilidade de desistir?

Pode confessar que estamos aqui só eu e você: Quantas vezes, só de pensar em desistir do que quer que seja, você logo experimentou uma sensação estranha, quase uma vergonha?

Reagindo, você rapidamente sacudiu a ideia para bem longe e tratou de por mais esforço ainda no que estava fazendo.  Assim, se recuperou.

Será?

Será que desistir não é mais uma alternativa e teremos que seguir em frente, a despeito de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos?

Será que desistir é errado?

E se não for  s.e.m.p.r.e   assim, tão condenável?

foto em fundo preto com 6 mãos apontando o indicador para a palavra guilty em vermelho

Este texto pretende explorar alguns momentos em que desistir pode ser uma alternativa e das melhores.

Pretende dar espaço para que a opção pela desistência seja mais uma arma no arsenal de possibilidades de enfrentamento de situações difíceis.

Pretende liberar você do peso de um pré julgamento e instalar o foco de maneira mais objetiva, para que a visão possa ficar mais… aprimorada.

Topa o desafio?

Vamos lá!

1. Propósito, razão de ser, motivo

Fazer por fazer, manter por manter, ficar por ficar.

Quando, seja lá o que for, não nos retorna mais sentido é o momento de buscar a carta de desistir no baralho.

Na profissão e suas tarefas é notório; temos vários, muitos, inúmeros momentos de enorme tédio e insatisfação.

Chegamos juntos até aqui?… Sigamos.

Mas mesmo nestes momentos pode haver um quê de p.e.r.s.e.v.e.r.a.r.

Uma sensação, nem tão escondida, de que vale a pena e este valer não está, em larga medida, associado à grana:

  1. Seja pela realização alcançada anteriormente e que ainda tem gosto de nescauzinho.
foto em cores do produto nescauzinho

2) Seja pela possibilidade de realização futura, com cheirinho de espumante.

3) Seja lá pelo que for, há um toque de interesse e você percebe.

Mas…

pode não haver mais este toque. Tudo pode ter perdido a vibração e se tornado apenas : enfado, tédio, dissabor.

Ao constatar, pode ir puxando a tal carta do seu baralho.

2. Sofrimento intenso ou leve.

Difícil é a grandeza de se medir sofrimento. É em mililitro de lágrimas, em decibéis de soluços ou em watts de coração disparado?

Se o que se faz nos impõe sofrimento e mantemos a situação, tudo leva a crer que o ônus será desproporcional.

A tal da relação custo versus benefício estará de tal forma atingida, que mais se assemelhará à brincadeira de gangorra, onde os que brincam têm uma diferença de peso entre si da ordem de muitos quilogramas.

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figura colorida de gangorra com um

Por isto, se constatou que está em sofrimento, ou ainda, se está causando a alguém… Puxou a carta!

3. Avanço, progresso, evolução ou resultado igual a zero

Muito esforço, muitas técnicas diferentes, opiniões embasadas, estudos e inspiração.

Nada disso faz com que se constate um progresso. Pior; há uma estagnação ou mesmo retrocessos.

Examinou daqui e dali, montou matriz de causa e efeito, teceu planos de recuperação e, caramba, nada dá certo por um bom tempo.

O que é um bom tempo para dar certo não é muito fácil de se determinar, está posto.

No entanto, lá no início, quando se começou, houve uma noção, uma ideia mesmo que tosca de que em algum intervalo de tempo o resultado viria.

Já passou e muito daquele tempo previsto e nada? Então…. pega a carta.


4. Valores desalinhados

Houve alguma mudança no ambiente, na cultura, no seu entendimento e o que era isento de problemas passou a se chocar com o que você entende por aceitável, correto ou ético.

Talvez você não soubesse quando começou, por despreparo ou ingenuidade, o que dá, em alguma medida, no mesmo lugar.

O que você constata, de fato, é que permanecer fazendo é contrário ao que você mais valoriza e acredita.

E precificar esta continuidade é penosa.

Uma cartinha de desistir, por favor…

5. Obsolescência

Passou desapercebido por você que muitas mudanças ocorreram em convergência e até mesmo em ritmo de colisão.

Houve forte explosão e das fagulhas nasceram filhotes de atividades, de profissões, de relações de trabalho e sociais. Porém, você não fez uma leitura adequada.

Em resumo: o que você faz, ou da forma com que você faz, ou o conjunto não se sustentam por muito mais tempo.

Foi superado ou simplesmente não tem mais quem se interesse em trocar isto por moeda.

Olhando para frente então… o cenário é mais desanimador ainda.

Lembra do mimeógrafo? Pois é.

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Pegando a cartinha em 3, 2, 1.

Para fechar

Percorremos aqui algumas situações em que desistir é uma alternativa.

Examinamos momentos, contextos em que permanecer é de todo nefasto e podemos sim nos permitir parar.

Afinal, você também pode desistir.

Mas… guardamos a cereja do bolo para o final e este é o momento para você degustar sem modos fidalgos.

A desistência é uma reorientação.

É como aquele “y” das ferrovias onde os trens tomam, a partir dele, um novo sentido.

foto de ferrovia com mudança de direção

É o momento em que decidindo não continuar, estaremos libertos para explorar outras iniciativas, outros sonhos, outros sabores que possam restaurar o gosto de festa e o espocar da champagne.

É o passaporte para uma nova chance de dar certo.

Guardou a cartinha aí?


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