Folgado, você ainda vai encontrar o seu

Folgado;

ocupando um

espaço maior

do que o seu,

invade o do outro.

Se justo fosse

estaria em mau

pedaço, mas

justiça não combina

com o termo.

Invasão consumada

estreito ficou o

outro, que por

folgado não ser,

lhe restou só a beirada.

E em tantos outros

foi consumando o

aperto para folgar

ainda mais sem

contar como fazia.

Lábia fina e jeito

manso, estratégia

de manteiga, escorrega

pelas bordas, derramando

seus desmandos.

De aperto em aperto

de espaço em espaço

vai tomando fama e

gozo, se alargando

na vitimização de outros.

Folga em sabê-lo.

De verdade, se alegra

e quem de fato não há

de se alegrar com

vantagens e conforto?

Aborrecidos, calados

os que tomaram o aperto

repetem muxoxos em

roucas vozes sem tom

e sem tônus.

Dá risada com total

domínio da circunferência

ampla ao seu redor e

não se cansa das folgas

que tira a cada tanto.

Conheces o tipo faceiro

que anda garboso aí ao lado?

tome tento, fique alerta:

pode ser você a próxima

vítima deste danado.

Redobre a cautela

para depois não se arrepender

do espaço que foi deixando sem

saber. Mais uma oportunidade para

o folgado cravar outra conquista.

 

 

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