Par ou ímpar?

É imediata a conexão

com os pares. Um diz

uma palavra e o outro

já completa. Nem precisa

arquear a sobrancelha

 

As risadas costumam ser

originadas dos mesmos

estímulos e, por vezes,

até em questões menores

a similitude diz: presente!

 

Podem existir pequenas

rachaduras, aqui e ali mas

nada que um, no fundo,

não pense que é só implicância

do outro. No fundo tudo igual

 

Da primeira simpatia, vem a

segunda e a quinquagésima

logarítmica neperiana e um

convoca o outro pro time,

para empresa, pra padrinho

 

Aos ímpares o tratamento é

reservado, com passa-fita de

chateação e ornamentos de

desconfiança. De onde saiu

aquela criatura, MeoDeos?

 

Numa pequena divergência

se instala um canyon.

É comum a visita aos

tribunais ou mediação

para dirimir com quem fica a galinha

 

Pelo fato de existirem em teoria,

não há vacina para o desassossego do

encontro à vera. Até mesmo rezas,

em alguns casos, costumam ter

origem neles. É o que se sabe por aí

 

Os ímpares costumam constranger

e estressar avaliações, critérios e palpites

que lá estavam, tão bonitinhos, no aconchego

das piscadelas entre os pares.

E é deste confronto que há crescimento

 

Para ratificar o que já estava,

Para substituir o que não devia,

Para misturar um e outro

e sair uma outra ideia, projeto,

pessoa. Danados estes tipos!

 

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