Paz e sua jornada interessada no céu

Lançado de terras de lá,

direto para o alto do céu,

Paz inaugura sua jornada

de conhecer mais do que

pouco se sabe.

Fotos muitas, selfie não.

Ou quem sabe, talvez…

Explorando no horizonte

cenários, imagens, cores

Para alargar os saberes

Tempos de perguntas,

de questões e pensar,

alguém ou muitos podem

entender a viagem como

desperdício de parcos recursos

Momentos de crise

também são momentos de voos?

Vale usar uma boa grana no

limbo ou melhor tratar de ter

mais batatas e milho por aqui?

Com os cintos bem apertados

onde sobras já pouco existem

os práticos, objetivos e utilitaristas

criticam e discordam com vigor

do lançamento de Paz, por aí.

Os de visão mais ampla,

os que olham lá, bem longe,

encontram razões de sobra

para que se estabeleça sempre

espaço para o novo que virá.

Como se desenvolver fazendo

o que sempre se fez, do mesmo

modo, com os mesmos dedos

sem prosa, sem risco, sem dor

sem partir, de fato. Como?

Como escapar, por outro lado

da barriga doendo de fome, de

frio, do desassossego do biscate,

do hoje tem, amanhã não sei.

Como? Quem sabe a resposta?

No debate ou na marra

na assembleia ou na caneta

que decreta, Paz se lançou

e perguntas e respostas ficaram

no rastro, na poeira que tudo forma.

 

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