Sobrecarga de informação sem dispositivo de proteção

Sobrecarga de informação sem proteção

  • Onde quer que estejamos,

experiências irão acontecer

e com elas, bichos-alunos que

somos, iremos consumir

esta informação.

  • E à estas novas informações

Outras tantas que por querer

nos expomos irão, também,

fazer parte do volume a

processar.

  • A olhadinha no Instagram,

A cada 10′, os 15 grupos de

whatsapp e os 3 de telegram,

o ranqueamento das postagens

no Face, nossas e de outros;

  • O feed de notícias com seus

sininhos vibrando e as dicas

valiosas dos canais de youtube

que assinamos, sem quaisquer

coerção.

  • Temos ainda os canais internos

das empresas onde colaboramos

e recebemos colaboração, tem

a música que ouvimos, os livros

que ainda lemos (?!), os blogs!

  • As bulas dos remédios,

Os rótulos de t.o.d.o.s

os alimentos para a

a contagem de Kcal,

pontos, métricas.

  • Tudo é informação

para ser processada

e a balela de que 10%

dão conta, ficou lá

com Noel.

  • A sensação é de utilização

na plenitude, sem RTI, sem

margem de manobra, sem

anexo que se encarregue

de parte do todo pra deglutir.

  • Os canais de tv a cabo,

as  series e comedies,

os filmes, os eventos,

os laços de amizade,

os desenlaces, os dates.

  • Tudo nos impacta e há

sobrecarga no processamento

adequado que é repleto de

requisitos e insumos

a fornecer e a rearranjar.

 

Dr. Watson revela a surpresa de Sherlock Holmes quando disse-lhe que a Terra girava em torno do Sol, fato desconhecido por Holmes, que retrucou dizendo:
(…)— Você parece atônito — disse ele, sorrindo ante a minha expressão de surpresa. — Pois, agora que sei disso, tratarei de esquecê-lo o mais depressa possível.
— Esquecê-lo?!
— Veja — explicou-me: — Considero o cérebro de um homem como sendo inicialmente um sótão vazio, que você deve mobiliar conforme tenha resolvido. Um tolo atulha-o com quanto traste vai encontrando à mão, de maneira que os conhecimentos de alguma utilidade para ele ficam soterrados, ou, na melhor das hipóteses, tão escondidos entre as demais coisas que lhe é difícil alcançá-los. Um trabalhador especializado, pelo contrário, é muito cuidadoso com o que leva para o sótão da sua cabeça. Não quererá mais nada além dos instrumentos que possam ajudar o seu trabalho; destes é que possui uma larga provisão, e todos na mais perfeita ordem. É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas e pode ser distendido à vontade. Segundo as suas dimensões, há sempre um momento em que para cada nova entrada de conhecimento a gente esquece qualquer coisa que sabia antes. Consequentemente, é da maior importância não ter fatos inúteis ocupando o espaço dos úteis.”

 

 

 

 

 

 

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