Vibração não se possui, se oferece.

Vibração, energia, atitude

tudo ao redor se modifica

e no interior também pela

ação ou reação desta “onda”:

foi o que sempre se ouviu dizer

Pode ser alta, pode ser baixa

e para cada estado uma reação,

um afeto na própria fonte e

no meio, ao redor; no que se vê e o

não; foi o que sempre se ouviu dizer.

Em alta tudo se expande

quase uma conspiração

favorecendo o avanço, a

expansão, o acesso à outras

etapas antes não percorridas

Em baixa tudo se contrai

é quando o cinza se instala

em véus de negro e a

percepção é de inimigos

que cercam o pescoço.

Oscilações são entendidas

como parte do jogo da existência

que gosta bastante de se mostrar

desprovida de qualquer sentido;

ah, como gosta!

Existem ainda fontes externas

capazes de, por transferência de

poder concedida, alterar a vibração.

Pessoas, eventos, animais, textos

podem reverter  àquele estado.

Cuidado maior há de ter

em relação a música, que por si

só é vibração intensa, capaz de

sintonizar com o divino, sem esforço:

foi o que sempre se ouviu dizer.

Mesmo estruturas tangíveis

de aço e concreto dialogam com

a música, numa língua secreta que

só se conhece pelos sinais externos

de rutura ou deformação.

Intoxicação também pode ocorrer

por vibrações represadas, resultado

de mágoas, ressentimentos ou dons

que não encontram o caminho de escoar.

Tremores e males atestam este nó.

Foi o que sempre se ouviu dizer

e alguma razão há de ter, algum saber

deve carregar o entendimento pelos

tempos e tempos para aportarem

nestes, que muito estranhos são.

Assim como é para o alto que

sempre se olha em momentos de

temor, reverência ou oração,

a melhor vibração se dirige para

aquilo que não se possui ; se oferece.

 

 

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